Assim como a Microsoft anda fazendo com o Windows 8, a Canonical está avançando em assegurar a compatibilidade com a arquitetura ARM em futuras versões do Ubuntu. Para isso, a companhia precisa ter um bom ambiente e, obviamente, um bom hardware para permitir aos desenvolvedores manterem os mais de 20 mil pacotes que compõem a distribuição.
David Mandalla, da Canonical, é o responsável por montar o cluster ARM para a distro, e como todo bom entusiasta, está postando tudo em seu blog. A máquina requerida tem que ser capaz de suportar compilações de pacotes a partir de múltiplos usuários, em um ambiente limpo. Tendo em vista que o sistema precisava ser barato, Mandalla decidiu construir um cluster dePandaBoards.
As PandaBoards são placas de baixo custo, voltadas a desenvolvimento, que usa processador Texas Instruments OMAP4430. Em suma, além da CPU ARM Cortex-A9 dual-core, há ainda 1 GB de RAM, saídas HDMI e DVI-D, e portas Ethernet 10/100 e USB 2.0, Wi-Fi 802.11n, e alguns recursos que não interessarão muito ao David. O custo de cada placa é de 174 dólares.
Mandalla encomendou um rack personalizado que suporta 21 dessas placas PandaBoards. Desse total, 20 serão usadas para compilação de pacotes, enquanto a 21ª será a placa-mestre, para controle e monitoramento de acesso de cada usuário. Cada placa está conectada a um HD SATA II de 300 GB, dando um total de aproximadamente 6 TB de armazenamento no servidor.
O sistema funciona através da alocação de tempo no servidor, quando for recebida uma solicitação de um usuário. A placa PandaBoard mestre verifica por uma placa livre, reinicia esta tal placa livre, e oferece ao usuário um ambiente de compilação limpo, onde poderá trabalhar. Uma vez que a compilação tenha sido concluída, a placa é marcada como livre, e o processo é repetido.
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