6- A tonalidade certa do preto
Os desavisados podem se surpreender com a tonalidade de chapados pretos em seu impresso. A tinta preta sozinha não é capaz de dar uma boa cobertura no papel. Para resolver o problema basta calçar o preto com 30% de ciano. Mas lembre-se, caso existam textos com fontes menores de 12 pt no chapado você deve fazer o “trap”, que é colocar um contorno de 0,2 mm com apenas preto nas fontes, evitando assim entupimento das letras.
Nunca utilize C100M100Y100K100. Esta carga de tinta excede o limite de absorção do papel e gera entupimento. A carga máxima aceitável pelo papel é de é de 320%.
Uma boa negritude pode ser conseguida através da fórmula C75M68Y67K90, que e um preto denso e balanceado, porém você deve avaliar com sua com sua gráfica se esta é a melhor alternativa, principalmente se a área coberta for muito grande ou com textos em cima da área. Podem surgir outros problemas, como secagem e registro. Neste caso o trap (0,35 mm) é indispensável para evitar o entupimento de textos pequenos.
O preto também pode apresentar resultados indesejados quando aplicados em degradês. Na transição entre as cores ele pode ficar opaco.
Neste caso você deve “calçar” o preto com a mesma porcentagem da cor do lado oposto. Exemplo: o degradê vai do preto (K100) para o verde (C100Y100), o correto é utilizar no preto C100Y100K100. A dica também é válida para efeitos de sombras.
7- Sombra, efeitos, texturas e afins
Este é um terreno perigoso. Algumas vezes você utiliza, gera o pdf e não tem problema nenhum. Outra hora você vai fazer a exatamente a mesma coisa e…desastre. A transparência inverte, a sombra fica toda quebrada e outras anomalias que ninguém sabe de onde vêm.
Utilize transparências, sombras, blur, e afins, sem moderação, mas ao finalizar, converta tudo o que tiver efeito em bitmap CMYK 300 dpi, só depois envie para gráfica ou gere o pdf.
8- Escreveu não leu…
Leia e releia os textos digitados em seu trabalho. Em tempos de internet é comum as pessoas serem desleixadas em relação aos textos, pois na internet é possível corrigir. Em gráfica o buraco é mais embaixo.
O que fazer com 5.000 catálogos com um erro bobo de português, de quem é a culpa, quem vai pagar? É interesse tanto do cliente final, quanto da agência ou designer que o material saia correto, por isso a responsabilidade é de ambos.
Para pegar estes deslizes que insistem em escapar da nossa vista IMPRIMA uma cópia (se possível em tamanho original) e leia em voz alta procurando erros gramaticais e verificando as concordâncias. Em uma segunda leitura leia pausada, silabicamente e em voz alta, EN-FA-TI-ZAN-DO CA-DA SÍ-LA-BA, E-VI-TA-DO CO-MER U-MA OU OU-TRA LE-TRI-NHA (opa comi um n lá atrás) assim você evita que seu cérebro leia automaticamente o texto ignorando os erros de português. Por fim peça à uma terceira pessoa (que não tenha lido e que não esteja muito ocupada) para ler o texto, por incrível que pareça, são os que mais encontram.
9- Textos sempre em curvas
Sempre converta seu texto em curvas para enviar o arquivo para gráfica, inclusive dentro de powerclips e máscaras. Após a conversão dê uma busca automática para se certificar que não ficou nenhum texto para trás e ainda cheque novamente em propriedades do arquivo no menu arquivo. Assim a fonte não será trocada por outra acidentalmente, fazendo o texto “correr” ou ficando em um estilo diferente.
10- O PDF é seu amigo
Se você fez tudo direitinho, prefira enviar o arquivo em PDF. Só tome o cuidado de gerar o arquivo em 300 dpi, cores em CMYK, com sangria, marcas de corte, escalas, registro, e se você incorporar as fontes nem é necessário convertê-las em curvas. Se possível mande um boneco junto. É a forma mais segura de enviar um arquivo para a gráfica.
Dica para quem usa Corel: não deixe textos ou objetos por baixo de imagens transparentes para gerar os arquivos em pdf, eles são convertidos para bitmap e ficam com uma aparência péssima. Jogue-os para cima das imagens, ou, caso não seja possível, converta em bitmap manualmente.
11- Dica bônus
Se você não entendeu nada do que foi dito neste post, procure uma agência, designer gráfico ou mesmo uma gráfica para fazer arte final do seu material e se certifique que eles saibam de tudo isso. Não é vantagem nenhuma economizar na elaboração da arte final e receber um impresso pavoroso que você não vai ter coragem de entregar ao seu cliente.
agradecimentos a Gustavo Zorzetto de Carvalho /equipgraf

