O informatizado vem com uma série de matérias denominadas Profissões, com profissionais que fazem de seu trabalho sustento e sucesso em suas carreiras, aqui eles vão contar suas experiências de vida e profissional, para servir de dicas e o que devem e o que não devem fazer.
O nosso primeiro entrevistado é o Sr. Greisson Brito, fundador da Graffi, Designer Gráico de sucesso em Santarém conta aqui no informatizado como foi que ele trilhou esse caminho e deixa pra gente dicas de como o profissional deve agir.
Por que você escolheu a carreira de designer e como nasceu a Graffi?
Na verdade não foi escolha. Foi conseqüência. Desde os tempos de colégio (tempo em que nem computador eu conhecia), que comecei a me identificar com traços, cores, formas, imagens que acabaram me fascinando e me desafiando a descobrir mais e sempre mais, sobre esse fantástico mundo que chamamos de design.
Depois de um tempo nessa fase de descobertas, fui apresentado à ferramenta computador e seus mágicos e práticos programas. Daí foi um “pulo”. Depois de passar uns três a quatro anos em empresas do segmento, como empresas de reprografia digital, gráficas, empresas de comunicação visual, ganhei uma certa autonomia suficiente e segurança para montar meu próprio bureau. Hoje a GRAFFI, como eu mesmo batizei, já tem seus seis, quase sete anos de existência, muitos desses a trancos e barrancos como a maioria da galera que lida na área.
Com o que você mais se identifica no seu trabalho?
Por mais incrível que isso possa parecer, são com os clientes da GRAFFI. É claro que o dia a dia com o “design”, os serviços feitos por nós na empresa chegam a ser bastante desafiadores e por si só, excitantes, mas a conversa, o próprio briefing com os clientes, as aprovações e desaprovações, chega ser bem mais motivador hoje pra gente. Com certeza!
Qual o perfil do profissional para este ramo?
Bom… na minha opinião o dinamismo da pessoa deve vir em primeiro lugar. Isso é fundamental para que o profissional não se desenvolva bitolado em “padrões” simplesmente. Depois tem que haver uma certa identificação com a inovação, com tudo o que lhes apresentam de “novo”. A pessoa deve sempre estar antenada no que há de recente e, não só no que há de recente, mas no que há de sensato a se usar a se trabalhar. E por fim, uma dose de criatividade, não faz mal a ninguém.
Você acredita em inspiração e no “branco” na hora da criação? Acontece com você?
Rsrs. A “inspiração” de muita gente hoje, é ficar olhando em demaseio para peças alheias. Pra mim, inspiração, tem muito a ver com concentração, conhecimento real e seguro sobre algo que você começa a planejar pra se desenvolver. É claro que com a correria do dia a dia, os muitos problemas fora do profissional, a cobrança pelo diferencial que o segmento sempre requer, torna às vezes o profissional, um tanto quanto frustrado na hora de criar com a “falta de idéias” (rsrs), mas isso faz parte. E se isso de vez em quando pode acontecer com o Hans Donner, faça idéia com um simples mortal como eu?! :)
Que conselho daria a quem pretende seguir a carreira de designer?
Se você se identifica com o segmento, busque sempre ler muito sobre tudo o que acontece lá fora de bom e ruim. Mas não use o que absorver, somente para o uso e sim para tirar suas próprias conclusões. Às vezes um profissional bitolado, perde inúmeras chances de crescimento por não buscar a variedade, o inusitado, o diferencial. Ter humildade a todo momento, inclusive na hora de se perguntar sabe-se lá o quê, a quem de repente tenha menos conhecimento do que você por exemplo. Muitas vezes o nosso aprendizado se torna ainda bem mais rico, bem mais variado, vindo por um olhar um pouco menos experiente que o seu. Por isso, nunca deixe de buscar novos conhecimentos.
Na relação com o cliente é mais importante ouvir ou falar?
As duas coisas são de extrema importância. Eu diria que numa dose exata 50% ouvir para 50% falar. Ouvir para aprender e entender. Falar para questionar, discutir, compartilhar. Absorver idéias, por mais tosca que lhe possam parecer, devem ser sempre bem vindas. Em várias situações de briefing, é de suma importância o “ouvir” o cliente. Ninguém mais indicado a dizer o que acha, de que forma acha, sobre o que é mais importante para sua empresa, que seu próprio diretor ou responsável, não é?! Aí sim após esse entendimento, após você ter dado chance dele (cliente) se expressar, você colocar o “falar”em palavras sobre o que entendeu, sua visão de concordância ou mesmo discordância sobre o ouvido e de repente o seu ponto de vista sobre o assunto. Não quero parecer estar criando regras, mas posso lhes assegurar que no meu dia a dia faço isso e dá certo.
Abç a tds. Greisson Brito
Graffi – Criatividade de ponta a cabeça. (93) 9154.1610
greissonbrito@graffi.com.br
Em nome da equipe do informatizado, quero agradecer ao Greisson Brito por essa entrevista. até a próxima amigos


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