Escrito em segunda-feira, 14 setembro , 2009
A história do Conficker

Obra licenciada sob uma Licença Creative Commons


Num bar de hotel em Arlington, na Virgínia, no dia 23 de outubro de 2008, um grupo de especialistas em segurança de computadores conversava. Eles haviam passado o dia ocupados com questões legais. O encontro era um evento anual que atrai os melhores da área. Mas, para os participantes, convém que seja num local discreto e não chame a atenção dos cibercriminosos. Naquela noite, enquanto tomavam seus drinks, surgiu o assunto de uma atualização de segurança que a Microsoft acabara de divulgar.

Fazer uma correção naquele momento era suspeito. Elas costumam ser publicadas mensalmente e esta vinha antes do tempo previsto. “Lembro que pensei em dar uma olhada nela”, recorda Paul Ferguson, analista da Trend Micro, empresa de segurança sediada em Cupertino, na Califórnia.

virus-confiker-desenho-20090914105421Foi o que ele fez; assim como o restante da indústria de segurança de computadores. Durante meses esse assunto protagonizou conversas e pesquisas de profissionais do setor. A atualização da Microsoft revelou a existência do worm Conficker — um dos mais sofisticados programas malignos já vistos. Apesar da inédita união de esforços contra ele, o Conficker permitiu que seus criadores dominassem PCs domésticos, de universidades, de governos e das forças armadas de pelo menos três países, criando uma lucrativa rede de computadores zumbis. Apresentamos, a seguir, detalhes dessa briga de gato e rato.

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